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terça-feira, setembro 14, 2004

Marcadas para morrer

A Câmara de Monchique prepara-se para abater centenas de árvores que se situam junto às bermas de algumas estradas do Concelho.
As marcas de tinta, a branco ou a vermelho, não são mais do que a condenação ao abate e à morte destas árvores que têm atraído milhares de turistas que encontram aqui uma magnificência natural impar em todo o país.
Curioso é o facto de muitas das árvores marcadas não terem ardido, sendo algumas delas centenárias e até classificadas.
A JSD/Monchique não pode deixar de reprovar esta decisão do Presidente da Câmara de Monchique que, numa atitude de perfeito ditador, pretende delapidar ainda mais os recursos e a riqueza natural deste concelho sem apresentar uma alternativa credível e aceitável do ponto de vista ambiental. Área esta cuja sua acção governativa tem deixado muito a desejar e prejudicado seriamente o Património Ambiental de Monchique.
Necessário e urgente é o abate das árvores que arderam, como os Pinheiros, que entretanto apodreceram e constituem uma ameaça para os utentes destas estradas.
Concordamos que é necessária uma Reestruturação Florestal do Concelho, mas acreditamos que tal não se conseguirá com medidas intemporais e irreflectidas como esta.
Defendemos um Projecto Global de Reflorestação Sério, que englobe não só as bermas das estradas, que podem e deveriam funcionar como corta-fogo, mas sim todo o concelho.
Condenamos todos os (i)responsáveis nacionais e locais e questionamos onde estiveram e o que fizeram desde o incêndio do Verão de 2003?
A População e a Floresta de Monchique merecem mais respeito de quem governa, e esperam do executivo liderado pelo Dr. Carlos Tuta mais eficácia e competência para responder às exigências do Concelho, o que aliás já demonstrou não ter.

Monchique, 14 de Setembro de 2004

A J.S.D. Monchique

 
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